Vídeo | Uma Vida Interligada

Neste sábado venho compartilhar com vocês um vídeo que fala sobre o quão importante é os nossos pensamentos estarem condizentes com as nossas ações. Mostra de forma leve, que todas as vidas estão interligadas e que através do veganismo é possível cuidar da própria saúde, do bem estar animal e também dos planetas.

Para quem não gosta de cenas fortes, mas quer entender um pouco mais sobre como o veganismo pode ser a solução para diversos males, este é o vídeo! 🙂

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Vegans em Supernatural

Supernatural é um seriado de fantasia que está na sua 12ª temporada. Os episódios mostram a vida dos irmãos Winchester que são caçadores de seres sobrenaturais.

No 20º episódio da 12º temporada existe uma menção à um restaurante vegano.

Em uma primeira cena, dois irmãos de caçadores comentam com os irmãos Winchester que rastrearam a mãe deles até um o restaurante vegano da cidade.

Vegans em Supernatural

Em uma segunda cena, mencionam que pediram comida de um lugar vegano, porém não entregam. Ainda na sequencia um deles vai buscar a comida e na volta todos ficam muito felizes com a chegada das refeições.

Vegans em Supernatural

Por fim ainda tem uma cena em que um dos caçadores fala que tem um encontro com um bartender do restaurante.

Vegans em Supernatural

Todos os personagens ficam bem empolgados com a comida, sem caras feias ou piadinhas. Foi um episódio tratando as opções de refeições veganas como algo comum e gostoso, sem preconceitos. Um bom episódio! 🙂

Vegans em New Girl

New Girl é um seriado de comédia que está na sexta temporada e tem como plot a história de Jess, uma professora atrapalhada e querida, que após se separar do namorado vai morar com três homens. Os episódios mostram histórias de amizade entre os colegas de apartamento e as mais diversas situações pelas quais eles passam.

O 9º episódio da sexta temporada teve um personagem vegano. O personagem em questão era um construtor contratado para fazer algumas reformas na casa que um dos personagens principais comprou.

O construtor não conclui as tarefas esperadas e ainda pega alguns materiais para levar para si. O dono da casa o chama para assistir um jogo, com o intuito de entretê-lo enquanto um amigo pega os materiais de volta.

Na cena que menciona o veganismo, o dono da casa oferece salsichas e carnes para o construtor que menciona que não come carnes e é vegano. Quando o construtor percebe que está sendo enrolado o dono da casa tenta mudar de assunto comentando que deve ser difícil fazer pedidos em restaurantes sendo vegano.

O episódio trata o veganismo como algo normal e ainda demonstra empatia (afinal, realmente não costuma ser fácil fazer pedido em restaurantes 🙁 ). Sem agregar muito a causa, mas também sem piadinhas. Um avanço! 🙂

Vegans em New Girl

O Drama das Primeiras Compras

Vou começar a escrever alguns textos com o propósito para expor a minha opinião e visão sobre alguns assuntos. Já faz um tempo que eu comecei a fazer uma listinha de tudo o que eu acho interessante falar por aqui e agora vou começar a escrever. Sei que alguns textos podem se tornar polêmicos então quero deixar claro que tudo que for escrito é apenas a minha opinião, é o que eu acredito. Ninguém é obrigado a concordar com nada que estiver aqui e eu também posso mudar de ideia sobre alguns temas conforme o passar do tempo e amadurecimento. Não sou formada em psicologia, nutrição, não tenho um “diploma vegano”, nem muito menos sou dona da verdade. Sou alguém, que como a descrição do blog já diz, estou conhecendo o mundo vegano, e vou postar estes textos para, com base nas minhas experiências pessoais, tentar ajudar pessoas que também estão começando no veganismo. Este primeiro texto é sobre o drama que foi para mim fazer compras no inicio e como eu encontrei o equilíbrio.

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Quando decidi me tornar vegana eu pensei que a partir daquele momento eu nunca mais compraria nada com ingredientes de origem animal nem de marcas que testam em animais. Fiz diversas pesquisas, consultei muitos sites antes de sair para as primeiras compras, achei que estava pronta para fazer tudo certo, mas me enganei.
Quando cheguei no mercado vi que muitos dos produtos/marcas eu tinha anotado não tinha para vender ali. Fui à outros mercados e também não encontrei. Busquei mais informações naquela mesma semana, mas ainda sim tinha itens essenciais para mim que eu não encontrava nas versões citadas.
Não sei explicar muito bem, mas me senti bloqueada, presa, amarrada. Isso emocionalmente, mas que eu sentia quase em um nível quase físico. É estranho, mas aquele bloqueio, de não comprar várias coisas básicas porque eu não tinha uma fonte confiável me informando que era vegano me fez entrar quase em colapso.

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Passado algum tempo, respirei, pensei e achei a solução que funcionou para mim e espero que ajude quem também está passando por isto que eu passei. Essa frustração por fazer todas as compras perfeitas ainda me acomete as vezes, mas sigo estas dicas que estou passando e consigo então aceitar que eu não tenho como saber tudo e que devo continuar evoluindo sempre. Bom, vamos as dicas para lidar com o drama das primeiras compras!

  • Faça uma lista de produtos veganos. Uma listinha onde você vai anotando tudo que você vai descobrindo por fontes confiáveis de que é vegano. Não entre na neura, não tente fazer um dossiê de uma vez só, vá anotando conforme fores descobrindo. Essa lista pode ser física ou digital, o importante é que esteja sempre na sua bolsa/carteira.
  • Faça uma lista de produtos, marcas e ingredientes que não são veganos. Adicione nesta lista tudo que é empresa que você ir descobrindo que testa em animais, ingredientes que sejam de origem animal e produtos que você saiba que não são veganos.
  • Na hora das compras leve as duas listas para consulta. De preferência por comprar os itens da primeira lista e não compre de jeito nenhum os itens da segunda lista.
  • Os produtos que você precisar comprar e que você não tiver encontrado com base na sua lista de produtos veganos compre dos que não estão na “lista negra”. Para estes produtos sugiro algumas outras dicas:
    • Se você tiver no mercado e tiver como acessar a internet jogue no Google o nome do produto junto com a palavra “vegan” e veja se descobre algo útil sobre ele.
    • Prefira produtos que tenham o mínimo de ingredientes diferentes possível. Quanto menos ingredientes desconhecidos por você, menores as chances de você estar comprando algo não vegano.
    • De preferência para marcas mais desconhecidas e empresas menores. Quanto menor a empresa, menor os riscos dela fazer parte de alguma grande corporação que realiza testes em animais.
  • Para se manter sempre informado e continuar evoluindo no veganismo acesse diariamente algum portal como o Vista-se, selecione alguns blogs veganos que você gosta e acesse eles frequentemente e entre para vários grupos sobre veganismo no Facebook. Nos grupos, sugiro que sempre que surgir postagem de produto industrializado, você acesse os comentários para verificar quais informações as pessoas tem sobre aqueles produtos.
  • Quando fores fazer uma compra programada de algo especifico, pesquise sobre o item e/ou entre em contato com o SAC da empresa.
  • Se você gosta e tem o costume de comprar algum produto de alguma marca busque informações sobre ele em sites confiáveis ou entre em contato com o SAC.

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Basicamente seguir estas dicas foi esta a solução que eu encontrei para me aceitar vegana e não pirar de vez. Faço o meu melhor e procuro constantemente evoluir.
Espero que o texto tenha ajudado de alguma forma! 🙂

Minha História: Como cheguei ao Vegetarianismo/Veganismo

Sempre amei muito os animais. Como muitas crianças, eu tinha sonho de ser veterinária. Sempre admirei muito diversas espécies de animais. Ainda na infância eu “criei” cães, galinhas, lesmas, formigas, gatos, peixes, aranhas, hamister, porquinho da Índia…

Meu pai e meu avô eram pescadores, então a grande alegria era quando eles voltavam para casa após pegarem muitos peixes. Depois de descartar os animais que vinham junto e “não eram valiosos” era a hora de retirar as escamas, cabeça e orgãos internos dos peixes. Cenas completamentes normais para mim na época.

Também convivi com as situações “normais” da maioria das famílias: “Uma Aranha na parede! Mata!”, “Hoje tem galinha assada! Yumm!!”.

Com todos os exemplos que tive para seguir enquanto crescia aprendi que ao ver um animal “diferente” o correto é matar. Seguindo este aprendizado, certo dia quando estava sozinha em casa, encontrei uma pequena cobra verde no quintal. Ao vê-la fiquei desesperada e tudo que eu pensei foi “Tenho que matar!”, e eu matei. Agi de todas as formas possíveis até que notar que ela havia morrido. Quando meu pai chegou em casa, fui orgulhosamente mostrar para ele que eu tinha matado uma cobra! E para minha surpresa e desespero ele falou “Não precisava matar. Este tipo de cobra não é venenosa.”.

Algo, ali, naquele momento, mudou dentro de mim. Como assim eu havia tirado uma vida. Uma vida que não representava perigo. Matei um ser por nada? Neste momento, acredito que comecei a amadurecer e a pensar por mim mesma. Comecei a observar que os animais, em sua maioria, só atacam se se sentem ameaçados, e ainda sim, a maioria prefere se esconder ou fugir. Percebi que as pessoas matavam animais sem sentido, principalmente insetos. Vi que cada único animal tinha um propósito de vida, vidas muito curtas. Por que me tornar responsável pela morte deles? Por que matar desnecessariamente? Por que matar uma aranha? Se você está em uma luta pela sua vida com uma aranha, ok. Mas quantas vezes este é o cenário? É completamente impossível de você colocá-la em um recipiente e movê-la para longe da sua casa?

Cobra verde

O episódio com a cobra verde começou minha reflexão sobre o senso comum, sobre pessoas agindo simplismente porque é o que todo mundo faz, portanto deve ser o correto. Desde este episódio, eu parei de matar animais que não representam real perigo. Passei a movê-los de lugar sempre que possível. E sempre foi possível.

Minha alimentação, contudo, não sofreu mudanças.

Apesar de comer, nunca fui uma pessoa que fazia questão de salada, para mim era indiferente. Carne eu comia muito, algumas refeições que eu fazia eram apenas carne. Carne vermelha, branca… tanto fazia. Apenas, como muitas pessoas, eu não gostava de comer pés, nervos, gorduras.

Eu não percebia, mas meu subconsciente já dava sinais de que comer carne não era algo correto para mim. Por mais que eu não gostasse de alguns vegetais, se fosse obrigada a comer eu comia. Quanto a carnes, dependendo da carne ou da receita, apenas o cheiro já me dava ansia de vômito. Alguns pratos com carne literalmente não entravam.

Em 2007, convidei todos os meus amigos para um churrasco na minha casa para comemorar meu aniversário de 17 anos. Na noite do dia 16/09/07, estava eu na internet, navegando por diversos sites aleatórios até que me deparei com a imagem abaixo:

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Ao ver aquela imagem, algo fez sentido para mim, ou melhor, comer carne deixou de fazer sentido. Como assim corpos de animais assassidos vendidos como produtos? Isto é tão incorreto quanto comer carne humana! E então no dia 17/09/07, meu aniversário, não comi carne.

No início não pensei que havia me tornado vegetariana, apenas não comi carne naquele dia, nem no próximo, nem no próximo, e assim se passaram mais de 7 anos.

Não houve “só mais este churrasco”, “um último peixe frito”. Nada de “despedidas”. Não entendia mais aquilo como correto. Apesar de lembrar do gosto, de gostar do gosto, eu sabia, que comer animais mortos não era correto e que eu não queria ser responsável por demandar assassinatos. Sei que para algumas pessoas o processo de se tornar vegetariano é lento, mas para mim foi assim, de uma hora para outra.

Nunca “tive vontade de se tornar vegetariana”. O vegetarianismo chegou até a mim como uma espécie de iluminação. Ali naquele momento, ser vegetariano fez todo o sentido.

Virei vegetariana, mas nunca pensei sobre isto. Nunca tentei convencer ninguém a virar vegetariano, não me importava com outros comendo carne, inclusive eu mesma chegava a preparar carne para pessoas “carnívoras” na minha casa. Nunca me informei sobre o assunto, nunca me envolvi com a “comunidade vegetariana” e nunca cheguei a conhecer outro vegetariano.

Quando virei vegetariana, achei que estava fazendo o melhor que podia. Sabia que existiam algumas pessoas vegetarianas estritas, veganas, mas nunca tive a iniciativa de procurar entender o porquê disso. Quando me perguntavam se ovo e leite eu consumia eu respondia “ao menos enquanto os animais produzem não estão sendo mortos”, “é impossível comer fora de casa se parar de comer derivados de origem animal, não tem como”.

Ser vegetariano (ovolacto) sempre foi bem fácil. “Mas o que você come se não come carne?”, “Tudo menos carne!” eu respondia e assim agia. Foram mais de 7 anos de muito queijo como substituição. Pastel de queijo, panqueca de queijo, queijo, queijo e queijo.

7 anos de muito queijo, como consequência, muitos kilos a mais e muito colesterol ruim. Mas quem liga? “Não tem como parar de comer queijo! Imagina só? Loucura!”.

No dia 06/01/15 estava buscando receitas vegetarianas, que me levaram a encontrar receitas veganas, que me levaram a encontrar o vídeo abaixo:

Aquela “iluminação” veio novamente. Como assim? Peraí, como vivem os animais? Não é uma fazenda com um lindo e extenso gramado com uma pessoa que gentilmente tira o leite da vaca com as próprias mãos diariamente? Como assim as vacas tem que estar constantemente grávidas para produzir leite? Como assim os bezerros não nascem e vivem felizes para sempre naquela linda fazenda?

As perguntas acima, em sua maioria são muito idiotas, mas são perguntas que a maioria das pessoas não faz, nem se quer pensa sobre elas. Eu descobri as respostas e depois que se descobre não tem como fingir que não sabe.

Depois daquele vídeo eu tinha que saber mais sobre isto. Pesquisei, pesquisei e pesquisei. E as sim refleti sobre a vida de animais em um geral e toda a filosofia vegana. Alimentação, testes em animais, comércio de animais domésticos, circos… Entendi o sofrimento, a exploração. A primeira ida ao mercado após se tornar vegana é um processo extremamente triste.

Novamente não houveram despedidas. Desde aquele vídeo, parei de comer derivados de origem animal, parei de comprar itens de marcas que eu descobri que testavam em animais, parei de comprar produtos com ingredientes de origem animal e mudei meu pensamento com relação a diversas pequenas coisas que eu nunca havia pensado antes.

Foi um início confuso. Tive conflitos internos. “Será mesmo correto ser vegano?”, “Vou conseguir me manter saudável?”, “Como vou comer fora de casa?”, “Vou ter que comer só salada?”, “Deve ter uma meia dúzia de veganos só!”. Com o tempo, descobri resposta para todas as perguntas.

Quando virei vegana mudei a forma de ver o mundo. É ótimo ver o mundo como um todo, entender o porquê das coisas e agir da forma que acredita ser correta. Vejo um mundo triste, compulsivo e indiferente, mas também vejo esperança, vejo motivação de vida.

A melhor coisa que fiz na vida foi me tornar vegana, meu único arrependimento é não ter feito isto antes. Peço perdão pelas diversas vidas cujas quais eu fui responsável pelo fim no passado e me alegro por saber que me uni às milhares de pessoas que já começaram uma mudança em favor dos animais, do planeta e da saúde. #govegan 🙂

Vegetarianismo/Veganismo na Edição 78 da Turma da Mônica Jovem

Semana passada, quando estava lendo o mangá da Turma da Mônica Jovem (sim, eu leio Turma da Mônica até hoje xD), encontrei referências ao vegetarianimo e ainda mais, ao veganismo.

Em um primeiro diálogo a Denise sugere à Mônica e à Magali que elas façam um programa só entre elas, e a Magali logo sugere que elas jantem em um restaurante vegetariano.

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Páginas depois, está ocorrendo um churrasco e a Denise informa irritada que é vegetariana. Logo após escuta que parte do assado é vegano. Para tentar explicar um pouco melhor, o moço que oferece o churrasco é o namorado da Denise do futuro e por isso ele sabia como agradar a Denise do presente, com uma única diferença que ele faz um churrasco vegano para a Denise que no presente é vegetariana, o que pode significar que a Denise evolui ainda mais no vegetarianismo e no futuro vira vegana!

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Tendo conhecimento de que a palavra “vegano” muitas vezes não é conhecida pelo grande público, o termo veio acompanhado de uma legenda no rodapé “*vegetariano”. Acredito que podiam ter especificado melhor esta definição e espero que ainda trabalhem este tema de forma mais detalhada e apropriada em uma próxima oportunidade.

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Acredito que cada texto, cada citação, foto, vídeo ou atitude que faça referência ao vegetarianismo/veganismo é ótimo. Pode ser que não atinja ninguém, mas pode ser que uma única frase, no momento certo, leve a pessoa à refletir e repensar suas atitudes. Tudo é válido, todo esforço, todo passo na direção correta! #govegan