Associação 101 Viralatas

Sempre que eu devaneio sobre a possibilidade de ganhar uns bons milhões na loteria, além do famoso sonho da casa própria e de viajar, está lá a vontade de criar um abrigo para resgatar e cuidar de animais abandonados. As vezes viajo tanto em meus pensamentos que chego a imaginar todo o processo no abrigo, as instalações e até o olhar dos peludinhos que eu ajudaria. Voltando a realidade, percebo que as possibilidades de eu ganhar na loteria são praticamente nulas (até porque eu praticamente não jogo) e o trabalho do dia a dia também não me trará milhões tão cedo.

Enquanto a trilha sonora da minha vida se resume a “Bilionaire – Bruno Mars (#brunofazshowemportoalegreporfavor) eu me frustro e vejo que não adianta ficar esperando ser bilionário para fazer alguma coisa. Como meu abrigo de animais não sairá do papel tão cedo, eu procuro ajudar instituições criadas por seres humanos incríveis que estão lá fazendo acontecer para salvar vidas de animais indefesos.

Estou sempre acompanhando pelas redes sociais o trabalho de várias ONGs e ajudando sempre que posso. A minha ideia com este post e com os próximos deste estilo é apresentar para vocês algumas instituições e projetos que buscam ajudar seres em necessidade para que vocês, que assim como eu ficam sonhando em ajudar, possam começar a concretizar este sonho de forma compartilhada, de pouquinho a pouquinho. 🙂

Hoje vou falar um pouco sobre a 101 Viralatas, uma organização iniciada pela Aline que abriga e dá suporte para centenas de animais, principalmente cães, mas também gatos e até mesmo outras espécies. A 101 fica em Viamão-RS e é bem popular nas redes sociais, pois está sempre promovendo os mais diversos tipos de ação para conseguir formas de melhorar as condições de vida dos peludinhos.

Logo 101 Viralatas

Existem muitas formas que você pode ajudar a 101 Viralatas:

  • Adoção: para quem tem um lugarzinho sobrando na sua casa, na sua renda mensal e no seu coração.
  • Apadrinhamento: para quem tem espaço na sua renda mensal e no seu coração, mas não na sua casa.
  • Doações em dinheiro: para quem tem espaço na sua renda mensal e quer ajudar contribuindo com dinheiro para a alimentação, tratamento de saúde e também construção de um espaço melhor para os peludinhos.
  • Doações de utensílios: para quem tem sobrando potinhos, caixinhas, casinhas ou qualquer outro utensílio que possa ser utilizado para a alimentação ou abrigo dos animais.
  • Doações de agasalhos e cobertas: para quem tem agasalhos ou cobertas para doar para que possam deixar os pequenos quentinhos nos dias frios.
  • Doação de roupas e acessórios: para quem está fazendo uma limpa no armário (como diz minha mãe, quem dá ganha em dobro 😉 ) e pode doar as roupas para serem vendidas nos brechós de arrecadação de fundos promovidos pela associação.
  • Doação de ração: para quem tem algum pacote de ração sobrando em casa, para quem trabalha com este comércio e pode doar algo ou até mesmo para quem pode se reunir com amigos para juntar mantimentos e enviar para matar a fome dos animais.
  • Voluntariado Profissional: para quem um tempinho livre e pode doar das suas habilidades profissionais (veterinária, fotografia, design, mídias sociais, desenvolvimento de sistemas…) para atuar de forma a ajudar a associação.
  • Voluntariado Pessoal: para quem tem um tempinho livre para ajudar com limpeza dos animais ou ambientes, com carinho e atenção aos pequenos, com passeios com os peludinhos, com construção de canis e também atuando nos brechós, feiras de adoção e outros eventos promovidos.
  • Compra de Produtos: comprando produtos comercializados pela associação.

São muitas as formas de ajudar! Descubra mais pelo site e pela pagina no Facebook.

Para inspirar vocês um pouquinho mais vejam estes lindos peludinhos que estão aguardando adoção e/ou apadrinhamento. <3

Cães para Adoção

Cães para Adoção 101 Viralatas

Cães para Apadrinhamento

Cães para Apadrinhamento 101 Viralatas

Que tal começar o dia de hoje fazendo a diferença na vida deles? 🙂

Look do Dia: Não use pele. Use pelos.

Totalmente sem maquiagem, com cabelo preso, bermuda de academia e com um casaco pra proteger do friozinho que tem no inicio da manhã/fim da tarde. Hoje vim mostrar um look vida real.

Look daqueles dias que se fica por casa, só “lagarteando” como se diz por aqui. Curtindo um solzinho e brincando com os bichanos.

Amo roupas pretas e não deixo de usar elas por conta dos gatinhos e muito menos de abraçar eles só por estar com roupa preta. Sou a favor da campanha “Não use pele. Use pelos.”. Não tem problema em ter pelos nas suas roupas, vergonha é usar roupas feitas com a pele de inocentes. 😉

O casaco é estilo colegial americano e foi presente da minha mãe no meu aniversário. Não é de marca nenhuma, pois foi feito pela minha tia. 😉

Por que não comprar animais de estimação?

Quando eu era criança, meu sonho era ter uma casa em um terreno enorme e por toda a volta deste terreno ter canis com as mais diversas raças de cães. Eu trabalharia cuidando deles e vendendo os filhotes. Já na adolescência eu vi sonho era impraticável. Comprar uma casa em um terreno enorme não é barato, cuidar de tantos cães são é fácil e eu com certeza me apegaria aos filhotes.

Meu sonho na adolescência passou a ser ter uns 10 gatos, cada um de uma raça. Eu passava horas pesquisando e olhando sites de gatis que vendiam Maine Coons, pois este era meu principal sonho de consumo.

Foi só no final de 2010 que eu aprendi que cuidar de um animalzinho não é algo a ser feito por aparência. Foi só naquela virada de ano que eu de fato entendi que amor não se compra.

Naquele ano novo me apaixonei por dois barrigudinhos, remelentos. Sem nome, sobrenome, muito menos raça ou Pedigree. Abriguei, dei comida e carinho e desde então recebo muito amor e cumplicidade em troca.

Pra mim foi necessário passar por toda essa experiência de resgate pra conseguir criar consciência de que não devemos comprar animais. Entretanto, espero que este post ajude a quem ainda pensa em comprar um animal a repensar a sua vontade.

De minha parte eu vejo que a minha vontade de ter animais de raça partiu de dois pontos. Na minha infância, eu sempre ia visitar meus parentes e amigos dos meus pais e normalmente eles tinham algum cão de raça tratado com todas as mordomias e algum outro cão que ficava na rua sem muito paradeiro e era tratado como “ah, esse aí é um vira-lata que apareceu por aqui”. Eu como criança queria um cão tratado com mordomia e dentro de casa e não um que ficava perambulando e as vezes nem nome tinha. Não entendia eu, que o “vira-lata” podia e devia também ser tratado com mimos. Já na minha adolescência o exemplo vinha de cantores, atrizes e blogueiras. Todos com animais de raça. Eu queria usar o mesmo batom, a mesma marca de roupas e ter a mesma raça de animal. Você já percebeu como a maioria das blogueiras até faz um ou outra publicação incentivando adoções, mas o seu bichinho sempre é de raça?

Não me entendam mal, todos os animais merecem um lar, amor e carinho. Tendo eles raça definida ou não. Não há problema algum em adotar um animal de raça que está precisando de abrigo. O problema é comprar e incentivar o comércio de vidas.

Pra mim a principal motivação para não comprar animais é que a cada animal que sai de uma Pet Shop é mais um animal que não sai das ruas. A pessoa viu que tem condições financeiras para sustentar um bichinho, tem muito amor para dar e está em busca de um companheiro. Ou seja, ela tem todas as condições necessárias para resgatar um animal que está passando frio, fome, sede, e enfrentando perigos nas ruas. Se você pode e quer ser tutor de um bichinho porque não buscar um que quer e precisa muito de um lar?

Tem todo o tipo de cão e gato (e até outros animais) para serem adotados. Tem pequeno, médio grande, peludo, com pouco pelo, adulto, filhote… E com as mais diversas aparências e personalidades!

Te proponho o seguinte. Se estiver pensando em comprar um animal, visite algumas ONGs da sua cidade. Tenho certeza que você sairá de lá com o pensamento mudado e possivelmente já com o seu novo amigo no colo.

Outro grande motivo é o sistema de compra e venda de animais em si. Vidas sendo tratadas como mercadorias.

Você já pensou em todo o processo?  Primeiro, pra se ter filhotes é preciso o coito entre os animais. Que em alguns lugares até acontece de forma natural. Mas, é um processo lucrativo como qualquer outro. As fêmeas tem o seu pico de período fértil. Não se pode perder uma oportunidade de ninhada, pois não ter ninhada significa não ter dinheiro e se não tem dinheiro a empresa entra em falência. Sendo assim, vai ter procriação sim, custe o que custar.

Depois os filhotes vão parar em lojas de animais em cubículos onde ficam por horas como meros produtos em uma prateleira esperando que eles sejam bons o suficiente pra que alguém acredite que eles merecem receber um lar. Houve uma época que eu adorava ficar olhando os bichinhos. Hoje eu confesso que eu desvio o olhar, pois a cena me causa uma indignação absurda.

E o que se faz com produtos que não são vendidos? Exato, são descartados. Existem os mais diversos relatos, desde animais que são abandonados até animais que são sacrificados. Dos que conseguem se manter nos seus canis, não são muitos os que são bem tratados, a grande maioria ou se torna reprodutor e continua na cadeia de abusos ou é mantido com os suprimentos básicos por ali só aguardando a morte mesmo.

Novamente a empatia tem que entrar em cena. Você, mulher, gostaria de ser abusada, passar a sua vida engravidando em sequencia e tendo seus filhos tirados de você?

E por fim, existe o fato de que animais “de raça” não são naturais. O natural é que animais da mesma espécie se reproduzam e ocorra a adaptação pelo ambiente e a seleção natural. Onde de forma natural acontecerá de animais de mesma espécie que vivem em na mesma região acabem apresentando semelhanças com base nas características mais fortes que foram passadas ao longo dos anos.

Animais de rua tem uma expectativa de vida bem pequena por conta das diversas adversidades que passam nas ruas, mas animais sem raça definida em geral possuem uma saúde superior a animais de raça exatamente pelo fato de a sua genética trazer o que teve de mais forte até ali, sem filtros ou interferência do homem.

Animais de raça, em principal os com focinho achatado, possuem muitos problemas respiratórios, problemas na dentição entre outros.

Que tal adotar um animalzinho ao invés de comprar? Tenho certeza que você não irá se arrepender! 😉

Livro: Conversas com Minha Gata

Acho que eu nunca falei sobre algum livro por aqui, mas tenho várias indicações e aos poucos vou ir postando elas aqui no blog para vocês. 🙂

Tenho muitos livros sobre veganismo, mas o primeiro livro que venho sugerir por aqui não é sobre o tema. O livro que venho indicar aqui hoje é o Conversas com Minha Gata do Eduardo Jáuregui.

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Alguns meses atrás eu estava caminhando no shopping e passei pela livraria para ver o que tinha de novidade. Estava em um dia meio deprê, angustiada com a vida e com a atitude das pessoas, talvez por isto o livro “Conversas com Minha Gata” me chamou a atenção. Em um dia em que eu estava triste com a vida e com as pessoas, encontrar um livro com lições de vida baseadas na visão felina foi uma grata surpresa. Comprei o livro, porém no outro dia a “bad” já tinha passado e ele ficou na minha prateleira por algumas semanas até o dia em que eu me interessei em finalmente começar a leitura dele.

Para mim é sempre muito difícil começar a ler um livro. Eu fico enrolando, pois normalmente eu demoro bastante até conseguir me apegar aos personagens e começar de fato a me interessar pela história. Felizmente neste livro do Eduardo Jáuregui eu rapidamente fui cativada pela Sara, a protagonista humana, e pela Sibila, a protagonista felina.

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Sara, com quase quarenta anos, se vê em uma situação em que não é feliz em seu relacionamento amoroso e na sua vida profissional. A protagonista quase nem percebe, mas sua vida tem tomado um rumo em que ela apenas existe e se deixa levar pelas obrigações do dia-a-dia e pelas expectativas que os outros tem sobre ela. Então, em um certo dia, uma gata falante aparece em sua casa. Sara inicialmente questiona sua sanidade mental, porém aos poucos o gatinha vira sua amiga e terapeuta, e com base nas atitudes felinas vai mostrando para Sara o que é de fato importante na vida e como viver verdadeiramente.

Esta leitura traz vários ensinamentos e também momentos em que o apego pela personagem é tanto que você fica com raiva, ri junto e consegue sentir cada emoção que o autor compartilha nos textos.

Tiveram parágrafos que eu li, reli e me fizeram ficar refletindo sobre algumas questões. De forma lúdica, o texto traz ensinamentos sobre o que de fato é essencial nas nossas vidas e sobre estar presente no momento. Lendo o texto eu tive inclusive uma epifania sobre o conceito de morte, renascimento e transformação da matéria! Amo livros que me fazem entender algo novo, pensar em algo que eu nunca tinha pensado, e Conversas com Minha Gata conseguiu me proporcionar isto diversas vezes durante a leitura.

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Como se não bastasse o ótimo roteiro, o livro ainda conta com todo um capítulo sobre o consumo de carnes! Como contei lá no início do post, este não foi o motivo que me fez comprar o livro. Eu não fazia ideia que este tema seria abordado então tive uma ótima surpresa quando cheguei neste ponto!

Infelizmente a abordagem do autor não é voltada ao veganismo, a abordagem dele é na visão ovolactovegetariana na versão “bem-estarista”, mas achei ótimo encontrar um livro totalmente fora do tema vegetariano abordando a questão do consumo de carne. O capítulo em si é divertido, perspicaz e inteligente. Acho que este livro é um ótimo empurrãozinho para pessoas que gostaram dos demais ensinamentos acabem sendo incentivados a parar de consumir carnes também! Espero que surjam mais livros assim em breve e da próxima vez com uma abordagem vegana! 🙂

Já leram este livro? Quem leu me conta aqui nos comentários se gostou! 🙂